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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Ora, ora, quem somos nós?



Ora, ora, quem somos nós?

PH: Maria Lucia de Barros Gomes.
Janeiro 2018.

Quem somos nós diante os nossos objetivos, entre perdas e ganhos, Nhá?
Somos os frágeis diante as perdas, diante as enfermidades, diante as lutas que atravessam os nossos caminhos, aqueles impedimentos que chegam sem avisar fazendo a terrível surpresa inesperada.
Podíamos estar preparados, mas não estamos, sabe por quê?
As distrações nos tomam de um tanto nos cegando de ver o que está por vir, porque a alegria é tão grande e porque os sonhos são tão lindos e os realizamos, que bom não é, graças a Deus por isto, gratidão é maravilhosa para quem sabe distribui-la com amor, o ser grato, é isto lindo.
Mas assim como a gratidão ser lindo é também compartilhar a vida, o carinho, o afeto, a garantia da paz interior para o exterior de cada ser, não nos custa ser amáveis e estender as mãos quando alguém precisa de nós, abraçar a alma amiga e enxugar as lágrimas sentidas do próximo.
Sabe a vida ensina, a vida projeta, a vida brilha, mas a horas que a vida engana, e precisamos estar preparados e vigilantes, quanto a tantas outras coisas que não seja somente obter o prazer de bens ou diversões simplesmente mesmo que nos faça tão bem, não que devemos desistir de ser felizes, mas colocar a felicidade em dividir com o próximo amor.
O mundo está sempre precisado de amor de paz de carinho e de novos projetos e conquistas, novas atitudes, novas palavras e acima de tudo respeito.
Ora o que somos nós?
Quando estamos todos à procura de uma cura para conosco mesmo ou com nossos queridos familiares, somos os fragilizados indefesos, sem reações quando algo parece não se resolver, porque as vezes o dinheiro não paga a saúde e nem a vida, e aí descemos por um bom tempo em nossos pensamentos aflitos que parecem não ter mais fim.
Aprender abraçar almas é maravilhoso quando o coração se enche de harmonia, maravilha e fé de poder alcançar o nosso bem e o bem do próximo que acolhemos, conquistamos tudo pela graça de poder olhar e perceber quanto bem fazemos a nós primeiramente, saber doar-se, sem pensar em nada receber porque livremente as bênçãos sempre nos são multiplicadas quando agimos de boa-fé.
Nem todo mundo é bom, nem todo mundo é mal, mas saber ir onde podemos nos confraternizar é divino e honroso para nós mesmos.
pois o dia de amanhã quem o saberá?
Só o tempo nos dirá, conservar amizades, conservar entes amados é sempre saber saborear o dia que virá... ao lado de quem pode nos fazer felizes e até garantir vida quando o amor é recíproco, porque nós podemos nos abraçar e nos levantar um ao outro quando a fraqueza nos tomar o corpo e a fragilizada alma.
O rico, o pobre o milionário, são todos iguais em seu envoltório que lhes cobrem o espirito que lhes foi concedido, bem dizendo: nós os humanos, nós que quando falta água somos precisados de banho porque suamos o corpo, que fica fétido a ponto de não nos suportarmos a nós mesmos, nossos hálitos, nossas sujeiras que é como a lama do nosso próprio corpo e que nos tornam os intocáveis, ao próximo que deseja neste momento a distância. Parabéns anjos cuidadores dos enfermos e dos miseráveis que desejam cuidados. AH! Nhá, a mais bela alma cuidadora e protetora, são estes anjos.
A se isto acontecesse por dias ou meses o que seria de nós?
Porque tudo se pode acontecer, não sabendo, aonde vamos parar, o que vamos fazer e muito bom é ser a pessoa cheia das garantias nas suas propriedades nas suas atitudes, mas já que de garantias se abastece um ser, abastecer a alguém que precisa ainda mais do que o garantido é ainda melhor.
Soa, aos cantos da terra os gemidos dos fragilizados e desprotegidos nas suas faltas de tudo, nas suas faltas até de força para viver, soa os gemidos das crianças que precisam de guarida nas ruas, sem teto sem pai e sem mãe, soa os gritos das almas viciadas que por algum motivo que os fizeram chegarem ao caminho mais difícil e desprezível, diante os olhos da sociedade, tornando-os rebeldes e temerosos para quem os veem, e ao invés de ajudar, pioram a situação com seus maus tratos, descriminações e jugos desnecessários.
A perfeição ainda não chegou para ninguém e quem sabe na hora e tempo ditado, o chegará, embora uns se regenerarão outros não, só depende de quem recebe e colhe e faz vibrar a sua escolha em seu livre arbítrio.
Cantemos aos idosos, cantemos e aconselhamos a quem queremos o bem, somente de olhar, por sermos vida e por sermos nós, como um dia todos o serão pela generosidade das gerações vindouras.
É, aplausos, para as pessoas que se tomam de um dom de graça para ser cuidadores com amor, desejando de todo o coração, a reabilitação de quem precisa mudar para ganhar a vida na sociedade novamente, seja o que for que a pessoa tenha passado, ou distribuído ao decorrer de sua vivência. O futuro dos humanos pertence a todos nós, pois somos todos o sangue que nos cobre as veias da mesma forma, quando um dia as veias, esfriarão e o corpo se findará, mas os espíritos se encontrarão nos seus próprios caminhos e de sorte que sejamos, aí, os regenerados e abraçados pela grandeza maior que ditará, o juízo final do qual ninguém escapará.
Vamos nos ajudar, a vencer para olharmos um para o outro e dizer:
Somos todos vencedores!
Ora, ora, quem somos nós?
Lucia Barros.
poetaluciabarros@gmail.com




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