domingo, 2 de abril de 2017

Sou na alma, mais velha.



Blog Oficial Lucia BARROS. 



Sou na alma, mais velha.
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PH Maria Lucia de Barros Gomes.
21/3/2017


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Sinto-me, mais velha e mais antiqua do que pareço nesta fisionomia clara.
Pois, gosto tanto das coisas antigas, sinto-me o próprio museu de antiguidades que às vezes, me esqueço da modernidade.
Entrego-me, aos modelos rústicos e vintage, aos florais e babados, já me sinto a avó dos crochês delicados.
Encanto-me com as pessoas de mais idade, pois me preenchem os seus modos de vida respeitosos e dedicados
O romântico, o romance no sertanejo, lírico e no rock, antiquíssimos para melhor ouvir e sentir na menina dos olhos.
Amo as luzes de velas, dos filmes dos tempos das caravelas, novelas dos coronéis e das donzelas, bem vestidas aos modos delas e se ainda existisse; Há, pode ter certeza estaria eu lá... Como elas.
Quando eu era moça, me diziam ser mais velha, era o meu jeito acanhado com vestido longo de mínimas bolinhas e cabelos presos, feito coques e rabos de cavalos, nem me importava, para mim, eu estava bem singela, mesmo com as minhas pequenas, quimeras.
Ate hoje, me encontro do mesmo jeito, desejando a antiguidade dos meus próprios pensamentos e ainda me perco do sono para olhar o luar e as estrelas no céu, tão belas, que avisto pela cortina de renda que esvoaça com o vento, pela janela.
E sempre acordo, debruçada na antiga escrivaninha, a minha companheira fiel das escritas datilografadas, máquina antiquíssima que nem é mais “desta nova época”, mas eu gosto tanto dela. Assim como a antiguidade que se reflete em mim, em corpo de meia idade, sou na alma, mais velha.
Lucia Barros.
                                                                                                                                                              

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