quinta-feira, 15 de junho de 2017

A justiça Divina.

BLOG LUCIA BARROS.
A justiça Divina
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PH: Maria Lucia de Barros Gomes.
15/6/2017
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A justiça Divina.
Mesmo sem saber o que estava acontecendo, de longe eu avistei as pessoas que vinham juntas, umas das outras... Cheias de fardos, amarrados sobre as costas e nas suas cinturas. Eram seus mantimentos e suas vestes, saiam conversando e às vezes, silêncios os tomavam conta dos seus seres cansados, abatidos e em meio às crianças maiores, havia um bebe que chorava sobre uma cesta grande, coberto por lençóis e cobertor.
Faziam de tudo com seus braços levantados, como em uma corrente humana, seguravam em bambus fortes, em cima dos bambus também carregavam mantimentos e a cesta com o bebê, e atravessando o rio com os braços erguidos, adentravam ainda mais águas para chegarem ao seu destino final.

Pareciam querer restituir o que perderam, ou fugiam de alguma catástrofe, talvez também da mão inimiga, mas seus filhos e seus alforjes seguravam com firmeza para que se livrassem e assim, continuará a suas caminhadas, até chegarem a terra firme. Isto me fez pensar o que os pais e as mães não fazem por seus filhos, para vê-los, protegidos e salvos e que a fé garante o livramento e a vitória diante uma grande luta, preparando novos caminhos.
Porque ali buscavam guarida: Os bons os ruins e os de méritos, os de classes altas e de classes baixas, todos os povos que ali se encontravam dividiam a mesma dor o sofrimento que aplacava a sua alma carente, pela situação que os constrangiam.
A vida é uma só e muitos lutam para garantirem méritos fúteis, diante a pequenez de tais atitudes diante outros seres humanos, que é carne como a si mesmo, e se sujam, mais do que qualquer um por tão pouco e quando pensam que não, um dia se perdem na maior causa que não lhe foi suportável a garantir nem um elogio pelo seu trabalho que achava ser tão mais honesto e melhor do que de outras pessoas.
Também pode eu aprender com esta passagem, que não me sumiu da memória, mesmo que existem os queiram cortar as suas promessas e que queiram te fazer menores, simplesmente por dedução mental, ou conquistar algo de maneira duvidosa, um dia vão ter que também se diminuir, para ver crescer, aqueles que eles mesmos humilharam para se fazerem grandes.
Porque passe o tempo que passar, aconteça o que acontecer, ai daqueles que se acham maior do que o que lhe fez a semelhança. Podemos ser o quê for, podemos conquistar reinos se possível, perder e ganhar, mais a glória de Deus não são dados a ninguém é dele somente dele. Se houver trabalho todos ganham, muito ou pouco, conforme a sua formação ou sorte da vida, uns sabem mais, outros menos, uns são espiritualizados ao extremo, outros são crianças eternas com pouca evolução espiritual e precisam se aperfeiçoar com o tempo, mas sempre há evolução de alguma forma no final da vida terrena.
Mas a maior verdade é que todos precisaram aprender que o amor e a união fazem a força que os braços enfraquecem e os passos perdem-se no cansaço e tropeçam. Muitos são pais, mais um dia foram filhos e todos somos sujeitos a tudo, santos não há, se houvesse já estávamos no paraíso. Quem muito fala de vingança, tem medo dela, por que se vingou de alguma maneira, ou produziu a sua ignorância.
A travessia da vida é livre, só para, quando alguém a embarca, se pudermos cuidar, não vamos destruir para que os nossos sonhos, um dia não venham também se perder. Porque a corrente do bem garante a evolução e Deus não tarda e nem falha.
Se existe amor, doe-se, se existe caridade, propague, porque também existe: A justiça divina.
Lucia Barros.
poetaluciabarros@gmail.com.
(Maria Lucia de Barros Gomes.).

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